#VetaMarquinhos: Entidades empresariais fazem manifestação em frente à prefeitura contra o aumento dos salários dos vereadores.

#VetaMarquinhos: Entidades empresariais fazem manifestação em frente à prefeitura contra o aumento dos salários dos vereadores.

Empresários campo-grandenses se uniram hoje, pela manhã, em frente ao Paço Municipal para pedir ao prefeito Marcos Trad (PSD), que vete o projeto de lei que aumenta em 48% os salários dos vereadores da próxima legislatura.


Cerca de 30 pessoas representando a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDLCG) estiveram com faixas e cartazes com a “#VetaMarquinhos”, além de fazerem muito barulho com um apitaço.


O grupo justifica que o momento de crise econômica no país não permite que tal medida seja tomada."Não é o momento e a hora. Queremos que o poder público dê o exemplo. Já sabemos que alguns vereadores estão repensando a proposta", disse o presidente da ACICG, João Polidoro.


Os manifestantes conseguiram ser recebidos pelo prefeito e buscam incentivá-lo a vetar rapidamente a proposta. "Pedimos o bom senso.Eles alegam que não vai impactar nos cofres, mas o município conta com a sobra do duodécimo para cumprir com suas obrigações", acrescentou o presidente da CDL, Adelaido Vila.


O protesto foi convocado pela redes sociais na tarde de ontem. A ideia do grupo é levar a discussão para a Casa de Leis quando o prefeito encaminhar a decisão. A manifestação também deve se estender a esfera estadual, já que os deputados estaduais também aprovaram o aumento salarial deles e do governador ontem.


A ação ocorre um dia após os vereadores suprimirem da emenda da Lei Orçamentária Municipal (LOM) os artigos que autorizavam o aumento do primeiro escalão do Executivo Municipal.


Os vereadores foram alvo de duras críticas da sociedade e receberam na Casa de Leis durante duas sessões cidadãos com a #AumentoNão.


TRÂMITE


Após divulgar a decisão pelo veto ou sanção, a matéria que dá aumento dos vereadores baseado em 75% do salário dos deputados estaduais, volta para a Câmara Municipal.


Os vereadores poderão concordar ou não com a decisão. Caso rejeitem o posicionamento do prefeito, o Chefe do Executivo pode se posicionar em 48h para que o texto não seja promulgado.


Se Trad decidir por silenciar no prazo que possui até janeiro de 2019, o reajuste dos parlamentares é promulgado pelo Legislativo automaticamente.


 


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