PGR denuncia Vander do PT por corrupção na Petrobras.

PGR denuncia Vander do PT por corrupção na Petrobras.

Procuradora Raquel Dodge requereu a abertura de dois inquéritos no STF para apurar os crimes.


O deputado federal Vander Loubet (PT) foi denunciado novamente por crimes de corrupção passiva supostamente cometidos pelo deputado em contratações da Petrobras. A procuradora geral da Republica Raquel Dodge, requereu a abertura de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar os crimes. 


A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu uma nota nesta quinta-feira(25) afirmando que o deputado petista é acusado de  ter solicitado o “pagamento de vantagem indevida para atuar no processo de contratação, pela Petrobras, de empresa norte-americana para fornecimento de asfalto” e para “interferir na participação de concorrência internacional de empresa para a construção e posterior afretamento de embarcações” para a estatal. 


Como o crime de corrupção passiva teria acontecido em dois momentos diferentes, a PGR solicitou a abertura de dois novos inquéritos contra Loubet. No que diz respeito à construção de embarcações, contudo, a PGR também pediu a instauração de inquérito contra outras dez pessoas, ainda não identificadas. 


Entenda o caso 


Em 2017, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir ação penal contra o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) e mais duas pessoas pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Com a decisão, Loubet passa à condição de réu no processo. 


Por unanimidade e seguindo voto do relator, Edson Fachin, os ministros entenderam que o parlamentar também vai responder pelo crime de organização criminosa, por haver indícios do suposto recebimento de vantagem indevida oriunda do esquema montado para desviar recursos da Petrobras. Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes acompanharam o relator. 


De acordo com denúncia, o parlamentar solicitou e recebeu, entre 2012 e 2014, cerca de R$ 1 milhão, pagos em 11 parcelas pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato. Para a Procuradoria Geral da República, o dinheiro entregue ao deputado foi desviado da BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras. 


Durante o julgamento, a defesa de Vander Loubet disse que o deputado jamais recebeu em suas contas bancárias, ou por intermédio de terceiros, recursos desviados da Petrobras. Segundo o advogado, não existem provas e indícios sobre as condutas imputadas ao parlamentar. "Nestes autos não existem elementos indiciários para o recebimento da denúncia", argumentou a defesa. 


Em nota


Sobre o requerimento da PGR ao STF, o deputado Vander Loubet e seus advogados esclarecem desconhecer as acusações, bem como o teor da peça elaborada, de maneira que não há como comentar a respeito. O parlamentar ressalta ainda que está à disposição da Justiça para elucidar quaisquer fatos que sejam necessários e que sua atuação político-parlamentar é pautada pela honestidade, seriedade e responsabilidade, especialmente com a população de Mato Grosso do Sul – que lhe confia pela quinta vez consecutiva o mandato de deputado federal.


 



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