O Fenômeno: Bolsonaro é o candidato das multidões.

O Fenômeno: Bolsonaro é o candidato das multidões.

O Brasil sempre foi um país pródigo na produção de suas pérolas, jabuticabas, e na avaliação equivocada sobre o senso comum. Uma espécie de vitrine de como quase tudo funciona do avesso.


Leis que não “pegam” ou não produzem os efeitos esperados e que mesmo assim multiplicam-se na velocidade da luz, por meio da sanha insaciável  dos nossos legisladores – habitantes de um planeta longínquo, em que a capital chama-se Ilha da Fantasia. Ideologias fracassadas que são reanimadas por aparelhos estatais e passam a existir como modernas. A nossa imprensa investindo exageradamente em ataques constantes e pesados contra a ascensão do conservadorismo na política e contra a candidatura de um político do eixo não permitido: Jair Messias Bolsonaro.


Entretanto, as atuais ofensivas da grande mídia contra o fenômeno Bolsonaro têm evidenciado  um efeito inesperado e  reverso: quanto mais tentam desqualificá-lo e evidenciar exaustivamente  seus “terríveis erros” ou deslizes do passado, mais o candidato cresce e amplia sua visibilidade no cenário político nacional.


Efeito Trump? Ou seria o efeito do desgaste da política nacional?


Nas últimas semanas, o  pré-candidato Jair  Bolsonaro vem sofrendo um verdadeiro massacre midiático. Sua vida está sendo exposta com um descomunal sensacionalismo barato e que jamais outro candidato pôde experimentar em outras eleições. Neste sentido, apresentam sua incúria em falas do passado, para provar que ele representa o verdadeiro mal encarnado, o belzebu. Não economizam matérias e capas em importantes revistas nacionais com conteúdo de análises apocalípticas, mostrando a desgraça, o perigo que ele significa para o nosso “civilizadíssimo” país.



Chegaram às raias da insensatez e ao cúmulo do ridículo, publicando matérias dando conta de que ele empregava, décadas atrás, parentes em seu gabinete, explorando a situação como novíssima e exclusiva dele. Como se apenas ele o fizera ao longo de sua vida política. Ao final, constataram que não havia nada de irregular em sua conduta parlamentar, pois quando foi  aprovada uma proibição referente à contratação de parentes e afins, Bolsonaro não mais fizera uso de tal procedimento.


Desenterraram uma entrevista com uma fala infeliz ou ingênua, do ano de 1999, em que o pré-candidato tecia comentários elogiosos ao caudilho Hugo Chavez. Bolsonaro apresentou suas desculpas e explicou a  lamentável situação.


Teve até comentarista internacional global que chegou a colocar a culpa da derrocada socialista venezuelana ao terrível elogio de Bolsonaro. A mesmíssima patota que fez vista grossa ao longo de décadas para o apoio e financiamento do projeto bolivariano da Venezuela por Fernando Henrique Cardoso, Lula e sua criatura – Dilma Rousseff. Mas saibam: o culpado foi o deputado Bolsonaro, um ilustre político desconhecido que, no ano de 1999, brigava basicamente  pelos interesses dos militares  e que estava no seu segundo mandato legislativo. Ele errou ao elogiar a pústula bolivariana? Certamente. Mas um erro infinitamente menor do que os erros cometidos pelos reais apoiadores ideológicos, parceiros e futuros financiadores de uma das ditaduras mais ordinárias que a América Latina viu brotar, desenvolver e apodrecer.


Nunca evidenciamos o mesmo furor investigativo na exploração da perfeição e de um passado político imaculado, quando o acusado em tela é um sujeito como o favorito nas pesquisas eleitorais para 2018, Lula da Silva ou do então ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


O primeiro vive a elogiar Fidel Castro desde que o mundo é mundo. Foi garoto propaganda de Chávez e do seu motorista de ônibus, o aprendiz de tiranete, Nicolás Maduro. Lula elogiou ninguém menos do que o ditador Adolf Hitler. Lula vivia aos beijos e abraços com a nata da escória política mundial, ditadores sanguinários e pessoas antidemocráticas como Muammar Kadafi (a quem tratava carinhosamente  como “amigo-irmão”,  que inclusive  lhe deu fraudulentamente  U$ 1 milhão ). Lula elogiava efusivamente o companheiro e ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (aquele político que nega o holocausto).  Lula nunca negou seu apreço e amizade ao desprezível ditador Robert Mugabe, a quem abriu as portas do BNDES quando era presidente. Nada disso parece incomodar minimamente os nossos zelosos jornalistas e escrupulosos formadores de opinião.


Ou seja, o favorito nas encomendadas pesquisas eleitorais: um político decadente que, além de condenado da justiça, ainda responde a sete processos criminais, que esteve metido e financiou boa parte da corja subdesenvolvida da bandidagem política internacional; a conduta não importa. E sim, o lapso de Bolsonaro – à época, um inexpressivo deputado – ao elogiar Hugo Chávez.


Em recente evento na cidade de Manaus, Bolsonaro declarou o seguinte:  “se alguém diz que quero dar carta branca para policial militar matar, eu respondo: quero sim. O policial que não atira em ninguém e atiram nele não é policial. Temos obrigação de dar salvaguarda a quem nos protege”… “o policial responderá, mas não terá punição”. Lá foi a afoita imprensa brazuca replicar que Bolsonaro “daria carta branca para policial matar”, induzindo seus leitores a pensar que a polícia, caso seja eleito presidente, sairá matando indiscriminadamente.


Ora! Que patetice absurda! Bolsonaro já declarou inúmeras e repetidas vezes que pretende copiar o modelo da legislação criminal dos Estados Unidos. País civilizado e com tolerância zero com bandidos. Alguém em sã consciência e movido pela honestidade intelectual teria a capacidade de dizer que os americanos adotam políticas equivocadas no combate ao crime?



Fonte: Jornalista Claudia Wild


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