Deu Zebra: PDT de Odilon tenta barrar pesquisa Ranking e perde na justiça.

Deu Zebra: PDT de Odilon tenta barrar pesquisa Ranking e perde na justiça.

O PDT, partido do juiz aposentado Odilon de Oliveira, entrou com uma ação na justiça para barrar uma pesquisa de intenção de votos, mas teve o pedido indeferido pela Justiça Eleitoral. 

O advogado do partido, Yves Drosghic, ajuizou representação eleitoral com pedido de tutela de urgência para que a divulgação dos resultados fosse suspensa, cobrando sanções à Ranking Comunicação e Pesquisas, responsável pela amostragem e sua divulgação.

Encaminha à Justiça Eleitoral do Mato Grosso do Sul, a representação foi submetida à apreciação e julgamento do juiz Alexandro Branco Pucci, que a indeferiu. As alegações do advogado do PDT foram derrubadas, de acordo com o magistrado, contrapondo os argumentos pedetistas com a documentação que a empresa acostou ao pedido de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral. 


Foto: Divulgação/OABMS  - Advogado do PDT, Yves Drosghic.

No esforço de sustentar seu inconformismo e desqualificar a amostragem, o PDT cometeu erros grosseiros, até para quem não possui conhecimentos jurídicos. A representação incluiu, por exemplo que a pesquisa era uma espécie de ''Pesquisa Fake". Acusações frágeis e facilmente destrutíveis, como as de que a empresa não detalhou a relação dos bairros onde foram feitas as entrevistas e a de que seu capital social era incompatível com o valor da pesquisa. Um leigo, antes de fazer tais afirmações, consultaria o registro da pesquisa na Justiça Eleitoral. E por meio do link www.tse.jus.br/eleicoes/pesquisa-eleitorais/consulta-as-pesquisas-registradas constataria que não só a descrição dos bairros, mas as demais exigências de lei para a publicação do levantamento estavam atendidas.

Foi o que atestou o juiz Alezandre Pucci ao indeferir a representação do PDT. Depois de observar que a realização de pesquisa em ano de eleição deve obedecer ao artigo 2º da resolução TSE 23.549/2017, o magistrado sentenciou: (...) a ferramenta de consulta ao registro de pesquisas, junto à Justiça Eleitoral, indica que todos os requisitos previstos no dispositivo supramencionado foram cumpridos". E despachou seu parecer:  "Logo, num exame perfunctório da questão, não há elementos aptos a autorizar a concessão da tutela antecipada requerida".



De acordo com Alexandre Pucci, o registro (da pesquisa, na Justiça Eleitoral) trouxe as demais informações necessárias quanto ao contratante e valores, metodologia e período de realização, plano amostral e ponderações quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico, área física, nível de confiança, margem de erro, sistema interno de controle e verificação, bem como apresentou o questionário a ser aplicado aos entrevistados, quem pagou pelo trabalho, nome do estatístico responsável, regularidade da empresa e indicação do município abrangido pela pesquisa". 

As infrutíferas tentativas do PDT de criar um contexto de dúvidas em relação à pesquisa não pouparam nem mesmo seu candidato a governador de um constrangimento, contido no apelo à Justiça Eleitoral para que desse urgência e prioridade ao pleito de um idoso. É o que está destacado na representação entre as providências pedidas na representação em caráter imediato, conforme reivindica o delegado do PDT, ao solicitar urgência "também em função de o pré-candidato a governador Odilon de Oliveira ter 69 anos, portanto ter prioridade em função de ser idoso".


(Foto: Emiliano Capozoli/ÉPOCA)

Por sua vez, a direção da Ranking Comunicação e Pesquisa, por meio de seu responsável, H. Molina, afirma não estar interessada em julgar se o PDT agiu de má-fé, se tentou confundir a Justiça Eleitoral ou se simplesmente não aceita resultados de uma amostragem que são fotografias de um momento da campanha. Recorda que desde o ano passado a Ranking vem aferindo as intenções de voto do eleitorado sul-mato-grossense, com todas as pesquisas em conformidade com a atual legislação eleitoral e a população tem o direito de informação. Ardilosamente, na surdina o nobre partido, sem demonstrar claramente sua pretensão, tenta induzir a justiça em erro.

Realizada em 30 municípios de 14 a 19 deste mês e 1.200 entrevistas (confiabilidade de 95% e margem de erro de 2,83% para mais ou para menos), a pesquisa registrada na Justiça Eleitoral (MS-05306/2018 e BR-02443/2018) simulou em duas formas de consulta as intenções de voto. Na espontânea, Puccinelli lidera com 15,25%, seguido por Azambuja (13,50%) e odilon (11,17%. Os que não sabem e não responderam: 58,08%. Na estimulada, Puccinelli (27,17%) e Azambuja (26,08%) e Odilon (24,58%) estão em um páreo mais equilibrado.



Fonte: Diário da Mídia


Comentários