Polícia Federal caça chefões do maior contrabando de cigarro apreendido na história do Brasil.

Polícia Federal caça chefões do maior contrabando de cigarro apreendido na história do Brasil.

Para apreender as 11 carretas abarrotadas de cigarros contrabandeados do Paraguai, a Polícia Federal teve de bloquear as vias de acesso à saída da cidade de Ivinhema, a 300 quilômetros de Campo Grande. A apreensão, ocorrida na sexta-feira à noite (14), foi a maior da história do Brasil, informou o superintendente regional da PF, Luciano Flores de Lima, em coletiva de imprensa na tarde deste sábado, na sede da instituição, na Capital.


Lima, que é delegado especial, disse também que “não descarta a hipótese” de os chefões do carregamento capturado ter ligação com a chamada máfia do cigarro, cujo esquema que contava com a participação de 28 policiais militares em Mato Grosso do Sul, presos recentemente, foi derrubado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). De tenente-coronel à praça foram encarcerados.


A carga de cigarros apreendidas em Ivinhema ainda não foi totalmente contabilizada. Nove dos 11 motoristas foram detidos pela PF. Dois conseguiram escapar. Eles podem ser indiciados por contrabando, formação de quadrilha e até lavagem de dinheiro, segundo o superintendente.
Luciano de Lima disse que policiais federais faziam rondas rotineiras em Ivinhema e notaram primeiro, quatro caminhões estacionados na cidade com carga contrabandeada.


Reforço foi acionado e logo os investigadores descobriram as 11 carretas carregadas de cigarros vindos do Paraguai. A ação exigiu que os policiais trancassem as vias de saída da cidade.



O superintendente afirmou que além dos dois motoristas mais integrantes da quadrilha possam ter fugido os chamados batedores (aqueles que vão à frente do comboio para espionar os lugares policiados).


O superintendente afirmou que a carga apreendida pode ser de um ou mais chefões. “Os donos podem integrar uma espécie de consórcio, é uma possibilidade”, disse Luciano Lima.


“É uma organização muito poderosa, além do dinheiro da carga, uns R$ 11 milhões, estimados, fora o valor, que é alto, das carretas”, disse o superintendente. A contabilidade acerca da carga e das carretas será divulgada na semana que vem.


Quando questionado sobre a linha de investigação e se já há nomes dos responsáveis pelo contrabando milionário, o superintendente disse: “apuramos isso desde ontem (data da apreensão)”.


O delegado recordou que, em 2010, a PF aprendeu em MS 15 caminhões carregados com contrabando de cigarro, também em circunstâncias parecidas à operação de Ivinhema. À época, dois PFs pararam num posto de gasolina e resolveram examinar as carrocerias dos veículos enfileirados.


Descoberta a carga, nenhum motorista apareceu para pegar o caminhão. Eles jantavam no posto. Também disse o delegado que a quantidade de cigarros em carretas enche a carroceria de dois caminhões.


Os nove caminhoneiros detidos em Ivinhema foram levados para celas da delegacia da PF, em Naviraí. Entre eles um tinha deixado a prisão 15 dias atrás e, contra outro, havia um mandado de prisão. Ambos por contrabando de cigarro informou a assessoria da PF.


Fonte: Top Mídia


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