Milícia articula plano para matar delegado, diz Gaeco

Milícia articula plano para matar delegado, diz Gaeco

Documento protocolado nesta segunda-feira (1º) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) na medida investigatória que pediu as prisões de 23 pessoas alvos da Operação Omertà, para desbaratar grupo de extermínio em Campo Grande, reforça a necessidade de manter os envolvidos na cadeia.


O texto revela que ações de inteligência detectaram plano de atentado ao delegado Fábio Peró, titular do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro), que investigou o esquema criminoso. Pelas informações levantadas, o plano estaria sendo articulado pelos investigados que estão, desde sexta-feira passada (27) na cela 17 do Centro de Triagem, no complexo penitenciário da saída para Três Lagoas. Pelo menos oito presos foram levados para lá, entre eles Jamil Name, 80 anos, e Jamil Name Filho, 42, apontados como os chefes do grupo criminoso.


No documento protocolado na medida judicial, os quatro promotores responsáveis pelos pedidos de prisão - Cristiane Mourão Leal dos Santos, Tiago de Giulio Freire, Thalys Franklyn de Souza, Gerson Eduardo de Araujo - revelam, ainda, que o empresário Jamil Name, 80 anos, proferiu impropérios contra os desembargadores do Tribunal de Justiça.


Chegou a chamá-los de analfabetos e “desembargadores de merda”. Ao ser preso, segundo a fala descrita, o patriarca da família Name disser “até amanhã” à esposa, a ex-vereadora Tereza Name, o que evidenciaria a certeza de impunidade, em razão do "poder econômico e político do envolvido". Ainda conforme a descrição, Jamil Name Filho teria dito a frase "o jogo começa agora", durante a ação. 

Fonte: Correio do Estado


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