Prefeitura de Campo Grande publica novos editais de seleção de empreendedores para incubadoras.

Prefeitura de Campo Grande publica novos editais de seleção de empreendedores para incubadoras.




Empreendedores interessados em gerar novos negócios, que desenvolvam ações para o fortalecimento de empreendimentos que tenham como atividade principal a  área têxtil, de confecções e de alimentação para consumo humano, na modalidade de incubação residente, têm mais uma chance para inscrever seus projetos para a Seleção de Empreendimentos e/ou Empresas para o Sistema Municipal de Incubação de Empresas – SMIE. A Prefeitura de Campo Grande divulgou os novos editais nesta terça-feira (19).


Os editais 05/2018 e 06/2018 estão publicados na edição nº 5.267 do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). As propostas para vaga na Incubadora Municipal Mário Covas, para empreendedores que desejam gerar novos negócios na área têxtil e de confecções, deverão ser entregues na própria incubadora, a partir de hoje (19) até o dia 25 de junho de 2018.


Os interessados deverão comparecer na Incubadora Municipal Mário Covas (Rua Leandro da Silva Salina – nº 668, Bairro Mário Covas), de segunda a sexta-feira, das 8h às 10h30, onde receberão maiores informações para participação e preenchimento da proposta.


Já os interessados em empreender na área de alimentação para consumo humano, deverão comparecer na Incubadora Municipal Norman Edward Hanson (Rua General Carlos Alberto de Mendonça Lima – nº 2.251, Bairro Santa Emília), de segunda a sexta-feira das 8h às 10h30, onde receberão maiores informações para participação e preenchimento da proposta, que deverá ser entregue até o dia 25 de junho de 2018.


O projeto de Incubação de Empresas de Campo Grande tem como objetivo o desenvolvimento econômico e social em comunidades de baixa renda, por meio do fomento ao empreendedorismo com a melhoria da gestão e a inovação em produtos, processos e serviços.


A assessora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia (Sedesc), Edna Antonelli explica que uma vez na Incubadora, a empresa ficará por um prazo de dois anos e sua entrada no mercado será realizada de forma planejada IMG_1199e gradual, além de receber orientação de especialistas contratados pela Instituição gestora da Incubadora.


Outros benefícios oferecidos pelas Incubadoras são: espaço físico preparado especialmente para alojar as empresas incubadas, serviços geralmente difíceis de serem encontrados por empreendedores que enfrentam sozinhos o mercado, instalações de suporte tais como: salas de reunião, secretaria, suporte em várias áreas como assistência jurídica, gestão empresarial, gestão tecnológica, assessoria contábil, captação de recursos, elaboração de contratos, comercialização de produtos ou serviços, orientação acerca da propriedade intelectual, etc.


Edna Antonelli explica que a função das incubadoras é receber os novos empreendedores e garantir um ambiente mais favorável para o seu desenvolvimento. “Recebemos esses projetos e ajudamos esses empreendedores, até que eles tenham condições de continuarem o crescimento sozinhos. Uma Incubadora de Empresas vai proteger e ajudar na organização e no desenvolvimento, até que essa empresa tenha condições de caminhar por si só”, justifica.


As incubadoras abrem novos mercados e expandem fronteiras, por meio das parcerias desenvolvidas com os principais agentes institucionais de apoio empresarial e tecnológico. A seleção dos empreendimentos a serem aceitos para a incubação ocorre por meio de análise de projetos submetidos à banca de avaliação, composta por representantes das principais instituições de apoio ao micro, pequeno e médio empresário.


Os editais publicados nesta terça-feira podem ser conferidos na edição de hoje do Diogrande, disponível no endereço eletrônico http://portal.capital.ms.gov.br/diogrande


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Sobre o Sistema Municipal de Incubação de Empresas – SMIE


As incubadoras Municipais situam-se em quatro regiões periféricas de Campo Grande, justamente para fomentar o desenvolvimento e a geração de emprego e renda naquelas comunidades, sendo cada uma de um segmento:



  • Incubadora Municipal Mário Covas (Região Anhanduizinho): empreendimentos de confecção e têxteis

  • Incubadora Municipal Norman Edward Hanson (Região Lagoa): empreendimentos no ramo de alimentos para consumo humano

  • Incubadora Municipal Francisco Giordano Neto (Região Prosa): empreendimentos de base tecnológica

  • Incubadora Municipal Zé Pereira (Região Imbirussu): empreendimentos voltados para o artesanato englobando trabalhos com tecidos, madeira e vidro.


Campo Grande se destaca como importante centro comercial e pólo de desenvolvimento de negócios. Fomentar o crescimento econômico, promovendo a inclusão social e ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente para as gerações futuras é uma das prioridades da atual gestão municipal.


Neste contexto, os micro e pequenos empreendedores são importantes aliados na inclusão social, pois geram trabalho, emprego e renda para parcela significativa da população.


A empresária Monique Klein é exemplo de sucesso com a contribuição da incubadora municipal. Dona da marca “Campo Grande a tiracolo”, a empreendedora conseguiu, nestes oito anos de execução de seu projeto, expandir seus produtos para outros estados brasileiros, inclusive as grandes metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo.IMG_0018


Atuante na defesa do desenvolvimento sustentável, a empreendedora passou pelo processo de incubação nos anos de 2010 e 2011 quando, segundo ela, teve o suporte necessário para desenvolver sua ideia, que é a de transformar materiais reutilizáveis em bolsas, sacolas, tênis, entre outros produtos. Em seu ateliê, Monique conta com a matéria prima vinda das lonas de malotes, banner, cortinas, etc.


“Na incubadora tive minha formação como empreendedora, onde recebi orientação e consultoria que me prepararam para que eu pudesse me tornar uma empresa. Compraram minha ideia e me ajudaram a executar. Hoje, os meus produtos são comercializados em várias regiões do país, e o próximo passo será a exportação dos mesmos”, disse a empresária.


Da informalidade para o mercado competitivo. Agora, com a certidão de autorização de fabricação emitida pela Serviço de Inspeção Municipal, os empreendedores comercializam seus produtos com tranquilidade, possibilitando maior inserção no mercado e qualidade para o consumidor.


É o que espera o engenheiro eletrônico Juscelino Toshiro Kakanaka, que atualmente desenvolve seu projeto de montagem de aparelho digital de radiografia, na Incubadora Tecnológica Francisco Giordano Neto. “Com toda a burocracia cumprida, entramos agora na última etapa, que é a @1B9A1729produção para a comercialização do nosso produto, voltado para a área médica. Uma das vantagens será a redução de impostos para o consumidor local, já que esses aparelhos que hoje o consumidor final encontra para comprar, vêm todos de fora”, explica.


Sobre o apoio da Prefeitura durante o período de incubação, Juscelino defende que “a incubadora é sem dúvida a melhor alternativa para quem quer começar seu negócio do zero. A Prefeitura nos assiste desde a elaboração de um plano de negócio, na profissionalização do empreendimento e ainda coloca a disposição do empreendedor todo um suporte e espaço físico com a infraestrutura de escritório e atendimento”, relatou.


A diretora da Sedesc, Edna Antonelli, destaca que as incubadoras de Campo Grande começaram neste ano a passar por um processo de revitalização física e estrutural, com a qualificação de uma equipe que passará a atuar em definitivo dentro das quatro unidades.


“Havia um problema bastante sério, que era a descontinuidade de algumas ações nas incubadoras, já que ao encerrar um mandato a equipe acabava se desligando e outra nova assumia em seguida. A atual gestão viu essa questão com preocupação e foi bastante responsável ao decidir convocar servidores concursados para essas funções. Eles já estão sendo qualificados para gerenciar essas unidades e, com isso, garantir maior eficiência, principalmente para quem é assistido por cada uma delas. É a prova de que o empreendedorismo tem sido tratado com muita seriedade pela atual gestão”, justifica Edna.


Em relação à estrutura montada para abrigar os novos empreendimentos, Edna ressalta que a Prefeitura dispõe dos mecanismos necessários para que o incubado possa desenvolver seu projeto e se fortalecer. “Todas essas incubadoras dispõem de equipamos e ferramentas necessárias para o pleno desenvolvimento dos projetos. É sem dúvida uma oportunidade singular para um empreendedor que tem uma ideia, mas não sabe o caminho a seguir para tirá-la do papel”, finaliza a diretora da Sedesc.








 









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