Ernesto Araújo afirma que acordo Mercosul-UE coloca Brasil em ‘posição de referência’

Ernesto Araújo afirma que acordo Mercosul-UE coloca Brasil em ‘posição de referência’

O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, afirmou nesta segunda-feira(01.06) que o acordo de livre-comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia coloca o Brasil como “posição de referência” no hemisfério sul-americano e reforça a candidatura do País à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


O chanceler afirmou que a União Europeia mudou de atitude: deixou de negociar com “contrato de adesão”, em que tentava impor aos parceiros as suas condições.


Antes de embarcar de Bruxelas, onde atuou como representante do governo do Brasil para fechar o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, Araújo falou sobre o sucesso em fechar a parceria, cujas tratativas se arrastam há 20 anos.


Em entrevista ao jornal Estadão, Araújo afirmou que o acordo “comprova nossa disposição de construir uma abertura econômica sólida, de construir uma economia mais competitiva, mais ligada ao mundo, às cadeias globais de valor dentro da integração do Mercosul”.


Em entrevista ao Jornal O Globo no sábado(29.06), o ministro havia afirmado que o acordo com a UE é parte de um processo de abertura econômica do Brasil, e que o acordo firmado com o bloco comum europeu fez com que o Mercosul ''subisse nas prioridades do mundo''.


''Todas essas negociações vão acelerar agora, com o interesse que o Mercosul está gerando a partir do fechamento com a União Europeia. É outro fator que já começa a ter efeitos antes da entrada em vigor. A partir de hoje, o Mercosul subiu nas prioridades de todo o mundo, inclusive dos Estados Unidos'', afirmou o Araújo.


Brasil na OCDE


No final de maio, os Estados Unidos decidiram apoiar formalmente a entrada do Brasil na OCDE. O anúncio oficial do apoio foi dado durante a reunião do órgão, em Paris. Na ocasião, o presidente Bolsonaro postou no Twitter mensagem afirmando que o suporte norte-americano é “fruto da confiança no novo Brasil”.


A entrada do Brasil na organização foi discutida durante a participação do presidente Bolsonaro durante o encontro da cúpula do G20 no Japão.


O presidente esteve com o secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría Treviño, e, segundo o porta-voz, há uma expectativa “extremamente positiva” em relação a entrada do Brasil na instituição.


“Existe uma seleção de países e há uma cronologia dessa seleção, mas o Brasil está muito bem posicionado, porque atende a maioria dos pré-requisitos que são apresentados por aquela organização”, explicou Treviño.


Expectativa


Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo pode favorecer negócios entre o Mercosul e a União Europeia que, em 15 anos, podem resultar em um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro da ordem de US$ 87,5 bilhões.


“No acordo União Européia/Mercosul, o Brasil manteve todas as conquistas da Lei da Inovação, as encomendas tecnológicas, as compras de pequenas e microempresas e, sobretudo, a previsão que permite a exigência de transferência de tecnologia nos contratos internacionais”, comemorou Bolsonaro em seu tuíte.


O presidente está confiante que acordo MercosulEU entre em vigor em até 3 anos. A declaraçaõ do presidente foi dada no dia de ontem(30.06). O acordo de livre comércio entre o Mercado Comum do Sul(Mercosul) e a União Europeia (UE) foi assinado nesta sexta-feira (28.06), durante o encontro da Cúpula do G20 no Japão.  


 Após ser avalizado por ministérios brasileiros envolvidos, o governo federal enviará o tratado para o Congresso Nacional, onde o texto do acordo tramitará por comissões e terá de ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.


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