Crítica alemã detona filme do terrorista Marighella

Crítica alemã detona filme do terrorista Marighella

Após o filme do comunista e terrorista Carlos Marighella, dirigido por Wagner Moura, estrear no Festival de Berlim, na Alemanha, a crítica alemã não perdoou e apontou críticas contundentes ao longa.

O primeiro a avaliar o filme foi o jornal Der Tagesspiegel ao dizer que o filme é uma pretensão de mistificação da figura do terrorista Marighella.

“O herói de [Wagner] Moura é uma figura trágica. Por mais convincente que ele pareça ser no seu sentimento de injustiça – e a junta militar que tomou o poder em 1964 lhe dá motivos suficientes para isso – nenhum caminho conduz da violência para a benevolência das massas. A não ser que se esteja morto e transformado em lenda. E é exatamente essa mitificação que o filme Marighella pretende”, diz o jornal.


Já o RBB, outro jornal crítico da Alemanha, disse que o filme possui diálogos e monólogos sem vida e até repetitivos. “”Não somos terroristas”, grita Marighella aos reféns de um assalto a banco. “Somos revolucionários!” Declarações como essa há um pouco demais no filme. O herói tende a monólogos impulsivos e discussões que, apesar da determinação com que são feitas, soam estranhamente sem vida”, diz o RBB.


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