Fechamento de frigorífico afeta economia de município e preocupa comerciantes

Fechamento de frigorífico afeta economia de município e preocupa comerciantes

A dois dias do fechamento da Marfrig Global Foods, clima de preocupação paira em Paranaíba, distante a 407 km de Campo Grande. Com o encerramento das atividades no frigorífico, que era um dos principais empregadores da região, deixarão de circular R$ 1,5 milhão no município – correspondente ao salário dos 545 trabalhadores demitidos – o que deve causar prejuízos ao comércio e ao setor imobiliário do município com cerca de 41 mil habitantes (estimativa para 2014 do IBGE).


Para o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Paranaíba (Sindivarejo), Lauro da Silva Marques,as demissões “vão enfraquecer as vendas que já estão fracas”. Segundo ele, reunião entre o sindicato e empresários será realizada na próxima semana em busca de alternativas para reduzir os impactos negativos do fechamento do frigorífico.


“Estamos preocupados, sim! E também com a quantidade de casas que serão desocupadas, com os alugueis cancelados. Sem emprego, muitas pessoas de outros municípios devem retornar a cidade de origem”, detalhou.


O prefeito de Paranaíba, Diogo Robalinho de Queiroz (PPS) conversou com a reportagem do Portal Correio do Estado e disse que também está preocupado com a situação. Ele informou que entrou em contato com o Governo do Estado e foi informado pelo secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), Jaime Verruck de que ofereceram ao frigorífico isenção de impostos durante três anos para evitar o fechamento, mas não houve acordo. “É realmente incompreensível o que está acontecendo”, declarou.


Conforme o prefeito, o dono da planta que estava arrendada para a Marfrig tem interesse em reabrir o frigorífico, mas não há definições.


Em nota, a Marfrig comunicou que a suspensão é por “motivos estratégicos e de reavaliação de negócio devido à pouca disponibilidade de matéria-prima na região e ociosidade da respectiva planta”.

Fonte: Correio do Estado


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