Laranja de Baird com salário de R$ 1,3 mil tinha R$ 4 milhões em banco espanhol.

Laranja de Baird com salário de R$ 1,3 mil tinha R$ 4 milhões em banco espanhol.

Romilton Rodrigues de Oliveira, apontado como “laranja” de João Roberto Baird na Operação Computadores de Lama, a 6ª fase da Lama Asfáltica, tinha salário de R$ 1,3 mil, porém mantinha conta em seu nome com mais de R$ 4 milhões no BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria), banco espanhol e que também opera no Paraguai.


A ligação entre os dois foi constatada a partir de extratos do bancos encontrados no nome de Romilton na residência de João Baird. Romilton era funcionário de João Baird e da ex-mulher Neiva Dalpasqual, registrado como trabalhador rural.


Empresas em nome de laranjas


Até mesmo empresas compradas no Paraguai foram compradas com a finalidade de lavar dinheiro do grupo que desviava recursos públicos de Mato Grosso do Sul. A RAVE, comprada logo após a deflagração da primeira fase da Lama Asfáltica, seria de João Baird e de Celso Cortez e é citada como uma ‘extensão da PSG no Paraguai’, onde já possui contratos.


Nos documentos oficiais da empresa, no entanto, aparecem como proprietários Fábio Portela Machinsky e Luís Fernando de Barros Fontolan, alvos de busca e apreensão nesta terça. A empresa teria sido adquirida por R$ 40 mil para lavar dinheiro do grupo.


Romilton, que tinha uma renda anual próxima a R$ 15 mil, surgiu em declarações à Receita Federal como sócio da Granadera Canadá, uma propriedade que fica em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A PSG e Baird possuem cotas da fazenda.


Da empresas, a Polícia Federal conseguiu identificar saques que ultrapassam os 300 milhões de dólares. Entre os beneficiários estão os laranjas e os empresários, além de um advogado de Dourados.


Para a Polícia Federal, André Puccinelli seria o chefe do esquema. Ele foi detido em julho passado junto com o filho André, advogado, professor da UFMS (Universidade Federal de MS).


Também estão encarcerados desde maio passado por participarem dos crimes dois ex-deputados – Edson Giroto (federal) e Beto Mariano (estadual) – o empreiteiro que mais vencia licitações no período de Puccinelli, João Alberto Amorim e ainda Flávio Henrique Garcia Scrocchio, cunhado de Giroto.


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